Vereador de Curitiba associa Hip-Hop à criminalidade
Eder Borges (PP), vereador de Curitiba, vincula hip-hop, crime organizado e extrema-direita como “a mesma coisa”
O vereador do Partido Progressista (PP), Eder Borges, teve uma fala infeliz durante uma votação na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), nesta terça-feira (25), onde tratava-se sobre uma moção para que o Governo do Estado reconheça o hip-hop como patrimônio imaterial do Paraná.
O vereador foi o único contrário ao requerimento, que foi assinado por diversos parlamentares. Em fala, Eder, se posicionou contra a proposta, sua justificativa foi: “É íntima a ligação do hip hop com o crime organizado e com a extrema-esquerda, que, na verdade, é a mesma coisa”.
O requerimento permite a preservação, difusão e promoção, além de garantir o acesso ao hip-hop como uma forma de expressão cultural e artística. Não satisfeito, o vereador ainda disparou: “Hip-Hop é coisa de detento”.
O hip-hop é um movimento originário dos guetos dos EUA, que assim como o samba e o funk no Brasil, ganhou grande repercussão nas periferias, tornando o rap (como também é conhecido) um movimento negro, periférico e com sua versão brasileira bem estruturada na indústria musical moderna.
As falas racistas do vereador mostram o descompromisso do parlamentar com a história e realidade, ao deixar de lado o fato que, atualmente, o hip-hop é o gênero musical mais ouvido entre os jovens brasileiros. Também é responsável por tirar diversas pessoas do crime para viver em prol da arte.
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